30 Exemplos De Prosopopéia

o prosopopeia ou personificação é uma figura literária que consiste em atribuir qualidades ou habilidades humanas (como pensamento, raciocínio ou fala) a coisas inanimadas. Por exemplo: O vento sussurrou inquieto.

O termo “prosopopeia” é de origem grega e está ligado ao termo prosopon, que significa “o que vai na frente do rosto”, ou seja, “máscara”. De certa forma, a prosopopeia dá vida a objetos que não a possuem.

Características da prosopopéia

A prosopopeia é uma figura literária lógica, ou seja, tem a ver com as relações lógicas entre as ideias dentro de um texto, e não com a dicção. Tampouco é um tropo, como é uma metáfora, pois nos tropos, o verdadeiro nome de algo é substituído por outra palavra.

A prosopopeia é muito utilizada em fábulas e contos infantis, talvez por se acreditar que as crianças precisam de referentes que as aproximem do mundo humano, mais próximas e familiares. De qualquer forma, as prosopopeias aparecem também nos contos para adultos e na poesia em geral.

Exemplos de prosopopéia

  1. O bandoneon esquecido no velho armário chora.
  2. O vento rugia inquieto, dia e noite.
  3. Morning bocejou e calçou os chinelos azuis.
  4. “O que você fez quando o tempo estava quente e bonito?” perguntou a formiga.
  5. “Ela cantava noite e dia livremente”, respondeu a cigarra despreocupada.
  6. O semáforo pisca, as pessoas esperam lotadas para poder atravessar.
  7. Os vaga-lumes nos mostrarão o caminho.
  8. O velho salgueiro geme tristemente, as crianças já não brincam à sua sombra.
  9. E o pato disse: “A que animal o céu deu tantos presentes, que se eu me cansar de nadar, se eu quiser, eu voo?”
  10. O relógio deu-lhe as horas e ele correu para o trabalho.
  11. O fogo se curvou, até se tornar apenas uma brasa fraca e acinzentada.
  12. “Tenho certeza que posso ganhar uma corrida de você”, disse a tartaruga para a lebre.
  13. A tempestade não parou até o anoitecer.
  14. “Para mim?” A lebre respondeu com espanto.
  15. A poltrona nos convida a sentar.
  16. A cama grita para a gente acordar.
  17. A última locomotiva da cidade saiu fumegando às pressas.
  18. E então o lobo respondeu: “Tudo bem! Pois vou bufar, vou bufar e vou bufar e vou derrubar a sua casa”.
  19. A morte o espera logo ali na esquina, ele já sabia disso.
  20. O carro conhece perfeitamente a estrada.
  21. E disse a lebre, você quer correr?
  22. A fonte da praça me escuta resignada, jogo a última moeda, e a peço de novo.
  23. O banco da praça sente minha falta quando não vou.
  24. As estrelas tremeram de medo, até a lua se escondeu do susto por trás do rugido.
  25. A bandeira havia empoeirado, feliz de novo, diante do olhar atento de todas aquelas pipocas.
  26. As nuvens correm uma maratona enquanto as observamos pela janela do avião.
  27. Logo se ouviriam os longos soluços dos violinos outonais.
  28. Minha caneta descreve perfeitamente tudo o que passa pela minha cabeça.
  29. As margaridas tagarelavam, os cravos tentavam cantar em coro, mas ninguém os ouvia.
  30. A velha rede de ferro reclama e reclama, o novo escorrega brilha com orgulho e ela o ignora.
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